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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Reflexão Versículo do Dia

Converteu o mar em terra seca; atravessaram o rio a pé; ali nos alegramos nele. (Sl 66.6.)

            É notável o que se declara aqui: "atravessaram o rio" (situação em que só esperaríamos tremor, terror, angústia e desfalecimento) e "ali", diz o salmista, "nos alegramos nele"!
            Quantos crentes poderiam endossar isto como sua experiência: "ali", exatamente nos tempos de angústia e tristeza, eles têm sido, mais do que nunca, capacitados a triunfar e regozijar-se.
            Quão de perto se faz presente o Deus da aliança! E como se destacam as suas promessas! Nos dias de prosperidade não vemos bem as promessas, assim como não vemos as estrelas ao brilho do sol. Mas quando vem a noite, a noite profunda e escura do sofrimento, multidões de estrelas começam a aparecer — são constelações que trazem esperança e consolação.
            É como Jacó em Jaboque, é quando o sol se põe que vem a nós o Anjo divino e lutamos com Ele e prevalecemos.
            Era à noite que Arão acendia as lâmpadas do santuário. É na noite da aflição que muitas vezes são acesas as lâmpadas mais brilhantes do crente.
            Foi na solidão do exílio que João teve a gloriosa visão de seu Redentor. Temos muitas outras Patmos neste mundo, cujas lem­branças mais belas são as da presença de Deus e do sustento de Sua graça e amor na solidão e tristeza.

            Quantos peregrinos, passando ainda por estes mares Vermelhos e estes bordões de aflição, poderão dizer, no retrospecto da eternidade - cheios de lembranças da grande bondade de Deus — palavras assim: "Atravessamos o rio a pé, ali — ali, naquelas experiências escuras, com ondas surgindo de todos os lados, um abismo chamando outro abismo, o Jordão, como quando Israel o atravessou, transbordando por todas as suas ribanceiras' — ali nos alegramos nele"! - Dr. Macduff

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Culto 30-01-2014


Versículo do Dia



                             "E logo o Espírito o impeliu para o deserto."  
                                      Marcos  1.12
            

Reflexão do Versículo do Dia

E logo o Espírito o impeliu para o deserto. (Mc 1.12.)


            Dir-se-ia uma prova um tanto estranha do favor divino. "Lo­go." Logo, depois do quê? Depois dos céus abertos, da descida do Espírito como pomba, da voz de bênção do Pai: "Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo." Não, não é uma experiência fora do normal. Eu também já passei por isso. Sempre depois de alcançar o ápice é que vêm os momentos de maior depressão. Ainda ontem eu me encontrava lá nas alturas e cantava no esplendor da manhã; hoje estou abatido e meu canto emudeceu. Ao meio-dia eu me aquecia com o calor da presença divina; ao entardecer estou no deserto, dizendo: "O meu caminho está encoberto ao Senhor".
            Mas será que reparamos no conforto daquela palavra "logo"? Por que vem ela imediatamente após a bênção? Exatamente para mostrar que se trata de uma experiência que se segue à bênção. Deus resplandece sobre nós, para nos preparar para os lugares desertos da vida — para os seus Getsêmanis, os seus Calvários. Ele nos levanta, para nos dar forças a fim de irmos mais ao fundo; Ele nos ilumina, a fim de poder nos enviar dentro da noite, a fim de fazer de nós um amparo aos desamparados.
            Nem sempre estamos prontos para o deserto; Só estamos preparados, após a experiência do Jordão. Nada a não ser a visão do Filho pode preparar-nos para o peso que o Espírito colocará em nosso coração; só a glória do batismo poderá fazer-nos suportar a fome no deserto. — George Matheson
Depois da bênção vem a batalha.

            O tempo de prova que marca e enriquece poderosamente a vida espiritual de uma pessoa não é um tempo qualquer, mas um período em que o próprio inferno parece estar solto, um período em que percebemos que somos levados a uma armadilha, em que sabemos que Deus está permitindo estarmos à mercê de Satanás. Mas é um período que sempre termina em triunfo certo para os que entregaram a Ele, o Senhor, a guarda de sua alma; é um período que nos torna muito úteis nas mãos do Senhor. —Aphra White