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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Reflexão do Versículo do Dia

      Tudo o que pedirdes em oração, crede que o tendes recebido, e tê-lo-eis. (Mc 11.24.)




            Quando meu filho tinha uns dez anos, a avó prometeu-lhe um álbum de selos para o Natal. Chegou o Natal, mas nada do álbum, e nenhuma linha da vovó. Contudo, o assunto não foi comentado; mas quando os amiguinhos vieram ver seus presentes, fiquei surpresa — depois de ter enumerado os vários presentes recebidos, ele acrescen­tou: "E um álbum de selos, da vovó".
            Depois de ouvir isto por diversas vezes, chamei-o e disse-lhe: "Mas Jorginho, você não recebeu o álbum. Por que está falando assim?". Houve um olhar de surpresa em seu rosto, como se estivesse achando estranho que eu lhe fizesse aquela pergunta. E respondeu: "Bem, mamãe, mas se a vovó disse que manda, é a mesma coisa." Eu não tive o que dizer.
            Passou-se um mês, e nada se ouviu do álbum. Um dia, finalmente, pensando em meu coração por que o álbum não teria vindo, eu lhe disse, para provar sua fé:
            "Jorginho, eu acho que a vovó se esqueceu da promessa."
            "Não, mamãe," disse ele com firmeza, "não esqueceu, não."
            Olhei para a carinha confiante, que por um momento ficou séria e grave, como se ele estivesse considerando no íntimo a possibilidade do que eu havia sugerido. A seguir seu rosto ilumi­nou-se e ele me disse:
            "Mamãe, será que não seria bom eu escrever para a vovó, agradecendo o álbum?"
            "Não sei," respondi, "pode escrever."
            Uma rica verdade espiritual começou a raiar no meu horizonte. Em poucos minutos uma cartinha estava pronta e encaminhada ao correio. E lá foi ele assobiando, confiante na vovó. Poucos dias depois chegou uma carta, dizendo:
            "Querido Jorginho, não me esqueci da promessa. Procurei um álbum como você queria, mas não o encontrei. Então encomendei um de Nova York, mas só chegou depois do Natal, e ainda não era como você queria. Já pedi outro, mas como ainda não chegou, mando-lhe agora o dinheiro para comprar um aí. Com amor, a Vovó."
            Enquanto lia a carta, estampava no rosto um ar de vitória. "Está vendo, mamãe, eu não lhe disse?" E esta frase saía do fundo de um coração que não duvidara, e que em esperança crera "contra a esperança", que o álbum viria. Enquanto ele confiava, a vovó trabalhava, e no tempo próprio, a fé tornou-se vista.
            É tão próprio de nós, seres humanos, querermos ver imediata­mente a resposta de Deus, quando agimos baseados nas suas promessas. Mas o Salvador disse a Tome e a todos os que, como ele, também duvidam: "Bem-aventurados os que não viram e cre­ram". — Mrs. Rounds


sábado, 6 de fevereiro de 2016

Reflexão do Versículo do Dia

             Converteu omar em ter ra seca; atravessaram o rio a pé; ali nos alegramos nele. (Sl 66.6.)


            É notável o que se declara aqui: "atravessaram o rio" (situação em que só esperaríamos tremor, terror, angústia e desfalecimento) e "ali", diz o salmista, "nos alegramos nele"!
            Quantos crentes poderiam endossar isto como sua experiência: "ali", exatamente nos tempos de angústia e tristeza, eles têm sido, mais do que nunca, capacitados a triunfar e regozijar-se.
            Quão de perto se faz presente o Deus da aliança! E como se destacam as suas promessas! Nos dias de prosperidade não vemos bem as promessas, assim como não vemos as estrelas ao brilho do sol. Mas quando vem a noite, a noite profunda e escura do sofrimento, multidões de estrelas começam a aparecer — são constelações que trazem esperança e consolação.
            É como Jacó em Jaboque, é quando o sol se põe que vem a nós o Anjo divino e lutamos com Ele e prevalecemos.
            Era à noite que Arão acendia as lâmpadas do santuário. É na noite da aflição que muitas vezes são acesas as lâmpadas mais brilhantes do crente.
            Foi na solidão do exílio que João teve a gloriosa visão de seu Redentor. Temos muitas outras Patmos neste mundo, cujas lem­branças mais belas são as da presença de Deus e do sustento de Sua graça e amor na solidão e tristeza.

            Quantos peregrinos, passando ainda por estes mares Vermelhos e estes bordões de aflição, poderão dizer, no retrospecto da eternidade - cheios de lembranças da grande bondade de Deus — palavras assim: "Atravessamos o rio a pé, ali — ali, naquelas experiências escuras, com ondas surgindo de todos os lados, um abismo chamando outro abismo, o Jordão, como quando Israel o atravessou, transbordando por todas as suas ribanceiras' — ali nos alegramos nele"! - Dr. Macduff

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

17 de Dezembro

            E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis, para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel É o que vos chama, e ele também o fará." 1 Tessalonicensses, 5.23, 24.



            Desde que eu vi que sem a santificação ninguém verá o Senhor, comecei a segui-la, concitando a fazê-lo também, todos com quem me relacionava. Dez anos depois Deus me deu uma visão mais clara, de como obtê-la: pela fé no Filho de Deus. E imediatamente declarei a todos: "Nós somos salvos do pecado e somos feitos santos, pela fé." Disto testifiquei em particular, em público e por escrito, e Deus o confirmou por milhares de testemunhos. Venho continuando a declará-lo por mais de trinta anos, e Deus continua a confirmar a minha obra. —João Wesley em 1771
            Eu conhecia a Jesus, e Ele era muito precioso à minha alma; mas havia algo em mim que não se conservava suave, paciente e benigno. Eu fazia o que podia para sufocá-lo, mas lá estava. Busquei a Jesus para fazer alguma coisa por mim, e quando lhe entreguei minha vontade, Ele tirou do meu coração tudo o que não queria ser suave, tudo o que não queria ser paciente, e depois fechou a porta. — George Fox
            Neste momento o meu coração não tem um grão sequer de sede de aprovação. Sinto-me a sós com Deus; Ele enche o vazio; não tenho um só desejo, vontade ou aspiração, senão nEle; Ele me pôs livre num lugar espaçoso. Tenho ficado maravilhada e surpresa de que Deus pudesse dominar completamente tudo o que há em mim, pelo amor. — Lady Huntington
            "De repente senti como se uma mão — não fraca, mas onipotente, não de ira, mas de amor — estivesse sobre a minha fronte. Senti isto, não exteriormente, mas interiormente. Ela parecia pesar sobre todo o meu ser e difundir através de mim uma energia santa, que consumia o pecado. Enquanto descia pelo meu ser, meu coração e mente tiveram consciência desta energia purificadora da alma. Sob sua influência, prostrei-me até o chão e, na alegre surpresa do momento, dei exclamações em voz alta. Ainda a mão de poder continuava a operar, externa e internamente; e por onde se movia parecia deixar a gloriosa influência da imagem do Salvador. Por alguns minutos, o profundo oceano do amor de Deus tragou-me; todas as suas ondas e vagas passaram sobre mim. — Bispo Hamline

            A santidade — como então escrevi em algumas das minhas meditações sobre o assunto — afigurou-se-me como algo suave, calmo, agradável, encantador, de natureza serena, que trazia uma inexprimível pureza, claridade, paz, e arrebatamento à alma. Em outras palavras, algo que tornava a alma como um campo ou jardim de Deus, com todo tipo de preciosas flores e frutos, tudo muito agradável e tranqüilo, gozando de uma doce calma e da suave vivificação dos raios do sol. — Jonathan Edwards

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

                             Seja ele como a chuva que desce sobre a campina ceifada. (Sl 72.6.)


            Amós fala das ceifas do rei. O nosso Rei tem muitas segadeiras, e está continuamente aparando os Seus gramados. Quando se ouve o tinido da pedra de amolar sobre a lâmina da segadeira, já se sabe que milhares de folhas verdes de grama e centenas de florinhas vão ser cortadas. Tão bonitas que estavam pela manhã, mas dentro de uma ou duas horas estarão empilhadas em longas fileiras — murchas.
            Assim, na vida humana, nós apresentamos um belo espetáculo antes que venha a segadeira da dor, a tosquia do desapontamento, a foice da morte.
            Não há método de se obter um gramado aveludado, senão através de repetidas aparas; e não há maneira de se desenvolver um espírito tenro, equilibrado e compassivo senão através das aparas de Deus. Quantas vezes a Palavra compara o homem à erva, e a sua glória à flor da erva! Mas quando a erva é ceifada e seus tenros brotos estão sangrando, e onde havia flores há desolação, temos a melhor hora para caírem as chuvas suaves e mornas.
            Ó alma, você foi tosada! O Rei vem a você com Sua afiada segadeira! Não tema a segadeira — depois dela virá a chuva de bênçãos. — F. B. Meyer


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

Porque sabemos que se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. (2 Co 5.1.)



            O proprietário da casa em que moro há vários anos comunicou-me que me dará pouco ou nada mais para reparos. Estou avisado de que devo estar preparado para mudar.
            A princípio a notícia não me agradou muito. Os arredores aqui são, em muitos aspectos, bastante aprazíveis, e não fosse pelos sinais evidentes de envelhecimento, eu consideraria a casa bem boa. Mas mesmo um vento leve a faz estremecer, e seus vigamentos não são suficientes para fazê-la segura. Assim, estou-me preparando para mudar.
            É curioso como o interesse da gente se transfere facilmente para a casa em vista. Tenho estado consultando mapas do novo local e lendo descrições sobre seus moradores. Alguém que visitou o lugar e voltou fez-me saber que é indescritivelmente lindo. As palavras faltam para expressar tudo o que ele ouviu ali. Ele disse que, a fim de fazer um investimento ali, dispôs-se a sofrer a perda de todas as coisas que possuía aqui, e até mesmo se alegra no que os outros chamam de sacrifício. Outro, cujo amor por mim foi provado pelo maior teste possível, está lá agora. Ele me mandou vários cachos das mais deliciosas frutas de lá. Depois de prová-las, todo alimento daqui parece insípido.
            Por duas ou três vezes estive na beira do rio que faz a fronteira com aquele território, e já desejei ver-me entre o grupo dos que estavam cantando louvores ao Rei, do outro lado. Muitos de meus amigos já se mudaram para lá. Antes de ir, falaram sobre a minha ida. Tenho visto o sorriso de seus lábios ao passarem para lá. Muitas vezes pessoas têm-me pedido para fazer algum novo investimento aqui, mas minha resposta é sempre: "Não, estou-me preparando para mudar." — Selecionado
            As palavras freqüentes nos lábios de Jesus nos Seus últimos dias expressam vividamente a idéia: "Ir para o Pai". Nós também, que somos o povo de Cristo, temos a visão de alguma coisa, longe das dificuldades e desilusões desta vida. Estamos viajando em direção a uma vida plena, completa, alargada. Nós também estamos "indo para o Pai". Muita coisa não nos é muito clara sobre a nossa pátria, mas duas coisas estão bem claras. É um lar, é a "casa do Pai"; e é a presença do Senhor. Nós somos todos peregrinos — o crente sabe e aceita estas coisas. Ele é um peregrino, não um morador perpétuo daqui. — R. C. Gillie
            "Os meus tempos estão nas tuas mãos."


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

                            E assim, esperando com paciência, alcançou a promes­sa. (Hb 6.15.)





            Abraão foi provado por longo tempo, mas foi abundantemente recompensado. O Senhor o provou através de uma demora em cumprir a promessa. Satanás o provou pela tentação; Sara o provou por sua impertinência; os homens o provaram pelo ciúme, desconfiança e oposição: mas ele suportou tudo pacientemente. Não discutiu a veracidade da promessa, Não limitou o poder de Deus, não duvidou da Sua fidelidade, nem magoou o Seu amor. Antes curvou-se à soberania de Deus, submeteu-se à Sua infinita sabedoria e ficou em silêncio, apesar das demoras, esperando a ocasião determinada pelo Senhor. E assim, tendo esperado com paciência, alcançou a promessa.
            As promessas de Deus não podem deixar de ser cumpridas. Os que pacientemente esperam não serão decepcionados. A expectação da fé será recompensada.

            Amado leitor, a conduta de Abraão condena um espírito apressado, reprova a murmuração, recomenda o espírito paciente e encoraja uma quieta submissão à vontade e aos caminhos de Deus. Lembre-se de que Abraão foi provado; de que ele esperou paciente­mente; recebeu a promessa e foi satisfeito. Imite o seu exemplo, e receberá a mesma bênção. — Selecionado

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

                                    Jesus, tirando-o da multidão, à parte... (Mc 7.33.)



            Paulo não só suportou as provas no meio do serviço ativo, como na solidão da prisão. É possível suportar-se a pressão de um trabalho intenso, acompanhado de severo sofrimento, e depois não resistir quando deixado à parte, fora de toda atividade religiosa; quando forçado a um estreito confinamento em uma prisão.
            Aquela ave nobre, que corta as maiores alturas, alçando-se acima das nuvens, conseguindo voar extensões enormes, mergulha no desespero quando é lançada numa gaiola, e forçada a bater contra as barras da sua prisão as asas impotentes. Você já viu uma grande águia definhar em uma pequena cela, com a cabeça curvada e as asas pendidas? Que imagem da tristeza e inatividade!
            Paulo na prisão — uma outra visão da vida. Quer ver como ele enfrenta a situação? Eu o vejo olhando por cima das paredes da prisão e por cima da cabeça de seus inimigos. Vejo-o escrever um documento e assinar seu nome, não o prisioneiro de Festo, nem de César; não a vítima do Sinédrio; mas — o "preso do Senhor".
            Ele via só a mão de Deus, em tudo aquilo. Para ele a prisão se torna um palácio. Em seus corredores ecoam brados de triunfante louvor e gozo.
            Impedido de realizar o trabalho missionário que ele tanto amava, agora constrói um púlpito — uma nova tribuna de testemu­nho — e daquele lugar de cativeiro, vêm alguns dos mais maravilho­sos e mais úteis serviços acerca de liberdade cristã. Que preciosas mensagens de luz vêm daquelas sombras escuras da prisão.
            Pense na longa linha de santos aprisionados que se sucederam no rastro do apóstolo. Durante doze longos anos, os lábios de Bunyan estiveram silenciados na prisão de Bedford. E foi ali que ele fez a maior e melhor obra de sua vida. Lá ele escreveu "O Peregrino'', o livro mais lido depois da Bíblia. Assim nos fala: "Na prisão, eu me sentia como em casa; sentava-me e escrevia, escrevia... pois a alegria me fazia escrever."
            O sonho maravilhoso da longa noite de Bunyan tem iluminado o caminho de milhões de peregrinos cansados. Uma mulher francesa, cheia do Espírito Santo, Madame Gyuon, ficou muito tempo entre as paredes de uma prisão. Como alguns pássaros cativos cujo canto é mais belo quando estão confinados, a música de sua alma voou para muito longe daquelas paredes escuras e tem feito dissipar-se a desolação de muitos corações desalentados.

            Oh, a consolação celeste que se tem elevado de tantos lugares de solidão! — S. C. Rees

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

        Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim. (Sl 18.19.)



            E o que é esse lugar espaçoso? O que pode ser, senão Deus mesmo? Aquele Ser infinito, em quem terminam todos os outros seres e todas as outras fontes de vida? Deus é de fato um lugar espaçoso. E foi através de humilhação, de rebaixamento, de aniquilamento, que Davi foi trazido a esse lugar. — Madame Guyon
            Como vos levei sobre asas de águias e vos cheguei a mim. (Êx 19:4) 19.4.)

Temendo me entregar inteiro em Sua mão,
 Perguntei ao Senhor o que aconteceria...
Em que porto daria a minha embarcação...
"Em Mim", disse o Senhor.

Chorando por alguém, rasgado o coração,
Perguntei ao Senhor aonde me levaria
O trilho em que me via, de dor e solidão.
"A Mim", disse o Senhor.

Trabalhando no campo, a cumprir Seu chamado,
Tive gostos, porém desapontos achei.
Mas a voz escutei, quando triste e cansado:
 "Para Mim te chamei."

Quando olhei meus heróis, deles tanto esperando,
Vi-os errar, cair, e a força me fugiu...
Mas disto se serviu e, o pranto me enxugando,
Para Si me atraiu.

Para Si! Encontrei o descanso almejado
Desde o dia feliz em que nEle ancorei!
NEle estou, dEle sou, pois meu ser, quebrantado,
Para Si conquistou!
 - Adaptado


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

                             Porventura lavra todo dia o lavrador, para semear? (Is 28.24.)



            Certo dia, no começo do verão, eu ia passando por uma linda campina. A relva aveludada parecia um imenso tapete oriental. Em um canto, erguia-se uma bela árvore, já velha, abrigo de inúmeros pássaros que enchiam de gorgeios o ar leve e revigorante. A som­bra da ramagem, duas vacas repousavam, imagem de sossego e contentamento.
            Ao longo da estrada misturavam-se o roxo e o dourado das violetas silvestres e dentes-de-leão.
            Parei, e fiquei ali por longo tempo, encostado à cerca, deixando que meus olhos famintos se banqueteassem. Pensei comigo mesmo que Deus jamais havia feito um lugar tão aprazível.
            No dia seguinte passei por lá outra vez. Ah! a mão demolidora já havia estado ali. Lá estava um arado, cravado ainda no sulco. Em um dia um homem fizera no local uma terrível devastação. Em vez da relva verde, estava à mostra a terra escura, feia e nua; em vez de pássaros cantando, algumas galinhas ciscavam. E nem violetas, nem dentes-de-leão. E com pesar, pensei: "Como poderia alguém estra­gar uma coisa tão linda?!"
            Então meus olhos foram abertos como por mão invisível e tive uma visão: vi um milharal, com as espigas maduras, prontas para a colheita. Via os longos pés de milho, todos carregados, iluminados pelo sol do outono. Quase me parecia ouvir a música do vento ao passar, agitando os cabelos das espigas. E de repente, a terra escura revestiu-se, para mim, de um esplendor que não possuía na véspera.
            Possamos nós sempre ter a visão da abundante colheita que se segue, quando o Grande Agricultor vem — como faz tantas vezes — e sulca as nossas almas, deixando diante de nosso olhar torturado só o vazio sem beleza. — Selecionado

            Por que me retrair ante o arado do meu Senhor, que faz sulcos profundos em minha alma? Eu sei que Ele não é um agricultor inconseqüente. Ele tem em vista uma boa colheita. — Samuel Rutherford

sábado, 11 de julho de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

                  Mas passados dias, a corrente secou, porque não chovia sobre a terra. (1 Rs 17.7.)




            As semanas iam-se passando, e Elias com espírito alevantado e firme, ia observando aquela torrente diminuir; muitas vezes, por certo, foi tentado a vacilar por incredulidade, mas recusou-se a deixar que as circunstâncias se interpusessem entre ele e Deus. De fato, a incredulidade vê Deus através das circunstâncias, como nós às vezes vemos o sol despido de seus raios, através do ar esfumaçado; mas a fé põe Deus no meio, entre si e as circunstâncias, e olha para estas através dEle.
            Então, a torrente diminuiu até se tornar em um fio prateado; e o fio, em pequenas poças de água acumulada junto às pedras maiores. Depois, as poças também diminuíram. Os pássaros sumiram; os animais selvagens do campo e da floresta não vinham mais beber ali: a torrente estava seca. Só então foi que, ao seu espírito paciente e firme, "veio a palavra do Senhor, dizendo: Dispõe-te, e vai a Sarepta".
            Muitos de nós teríamos ficado preocupados e nos cansaríamos de fazer planos, já bem antes de o fato consumar-se. Teríamos parado de cantar, assim que diminuísse a música da torrente no seu leito; e dependurando a harpa no salgueiro, passaríamos a andar pensativos, de um lado para outro, sobre a relva seca. E provavelmente, muito antes de a torrente estar seca, já teríamos elaborado um plano de salvamento, pedido a bênção de Deus sobre ele, e partido para outro lugar.

            Às vezes, Deus tem que nos desembaraçar de certas situações; e Ele o faz, porque a Sua misericórdia dura para sempre; mas se tivéssemos esperado para ver o desenrolar dos Seus planos, não nos teríamos encontrado no meio de tão emaranhado labirinto; e não precisaríamos ter que voltar atrás com lágrimas de vergonha. Espe­re, espere pacientemente! F. B. Meyer

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

Portanto tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteira­mente, antes seja sarado. (Hb 12.12,13.)




            Esta é uma palavra de encorajamento que Deus nos dirige, a fim de levantarmos as mãos da fé e firmarmos os nossos joelhos na oração. Muitas vezes a nossa fé se cansa, esmorece, afrouxa, e a oração perde a força e a eficácia.
            A figura aqui usada é muito interessante. A idéia parece sugerir que ficamos desanimados e tão temerosos que um pequeno obstácu­lo nos deprime e assusta, de modo que somos tentados a contorná-lo, deixando de enfrentá-lo e escolhendo o caminho mais fácil.
            Às vezes trata-se de uma perturbação física, que Deus está pronto a curar, mas a oração da fé exigiria desgaste de energias e talvez seja bem mais fácil buscar o auxílio humano, ou contornar o assunto de alguma outra forma.
            Há várias maneiras de contornar as situações difíceis em vez de atravessá-las de frente. Quantas vezes deparamos com um obstáculo que nos amedronta, e procuramos fugir da questão com a desculpa:
            "Não estou preparado para isto agora." É uma renúncia que devemos fazer ou a submissão que é exigida de nós; talvez seja alguma Jericó que precisa ser tomada, ou uma alma por cuja salvação não temos coragem de lutar em oração até alcançar a vitória ou pode ser também uma oração que não obtém resposta imediata.
            Deus diz: "Levantai as mãos cansadas". Marchemos sobre as águas, e elas se dividirão — o mar Vermelho se abrirá, o Jordão se partirá em dois, e o Senhor nos fará atravessar em vitória. — A. B. Simpson

            Procuremos prestar ao desânimo a mínima atenção possível. É preciso que singremos as águas como faz o navio: na tormenta ou na calma, sob chuva ou sol. O alvo é transportar a carga e alcançar o porto. — Maltbie D. Babcock

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

     Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e por três anos e seis meses não choveu sobre a terra. (Tg 5.17.)


            Devemos continuar orando e esperando no Senhor até ouvirmos o ruído de abundante chuva. Não há razão para não fazermos grandes pedidos. E sem dúvida obteremos grandes bênçãos, se tivermos a coragem de esperar nEle com paciente perseverança — fazendo, no intervalo, o que está em nossas mãos fazer.
            Não podemos criar o vento ou colocá-lo em movimento, mas podemos ajustar as velas do nosso barco de modo a apanhá-lo. Não podemos produzir a eletricidade, mas podemos ajustar os nossos fios nas tomadas por onde ela passa. Não sabemos o que vai fazer o Espírito de Deus, mas podemos colocar-nos à disposição do Senhor, fazendo o que Ele pede de nós, de tal maneira que fiquemos sob a influência e poder do Seu poderoso sopro.
            "Não podem as mesmas maravilhas ser feitas agora, como nos dias antigos? Onde está o Deus de Elias? Ele está esperando que os Elias O invoquem."
            Os maiores santos que já viveram, quer na Antiga ou na Nova Dispensação, estavam num nível bem dentro do nosso alcance. As mesmas forças do mundo espiritual que estavam à sua disposição e cujo emprego fez deles tais heróis espirituais, estão abertas para nós também.       Tendo a mesma fé, a mesma esperança, o mesmo amor que eles demonstravam, alcançaremos maravilhas tão grandes como as que eles alcançaram. Uma palavra de oração em nossos lábios será tão poderosa para trazer as chuvas graciosas e o fogo do Espírito de Deus, como foi a oração nos lábios de Elias, para trazer a chuva e o fogo naqueles dias — se apenas orarmos com aquela inteira certeza de fé com que ele orou. — Dr. Gourlburn


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

                                                       Ele trabalha. (Sl 37.5.) 




            A tradução de Young, do versículo: "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará", diz: "Deixa rolar sobre Jeová o teu caminho, confia nele, e ele trabalha."
            A tradução chama a nossa atenção para a imediata ação de Deus quando verdadeiramente entregamos, ou fazemos rolar das nossas mãos para as dEle, o fardo, seja ele qual for: o sofrimento, a dificuldade, as necessidades materiais, ou a ansiedade pela conver­são de algum ente querido.
            "Ele trabalha." Quando? Agora. É tão fácil adiarmos o momento de crer que Ele toma nas mãos imediatamente o que Lhe confiamos, e que Ele toma para Si executar aquilo que Lhe entregamos — em vez de afirmarmos no ato da entrega: "Ele trabalha", "Ele trabalha" agora mesmo; e o louvarmos por ser assim.
            A nossa atitude de expectativa e confiança libera a operação do Espírito Santo no problema que Lhe entregamos. A questão fica fora do nosso alcance. Deixamos de tentar resolvê-la. "Ele trabalha!"
            Este fato deve confortar-nos; não precisamos mais nos preocu­par, quando a questão já foi entregue em Suas mãos. Oh, que alívio isso nos traz! Ele está realmente operando naquela dificuldade.
            Mas, talvez alguém diga: "Eu não vejo os resultados." Não faz mal. Se entregamos o assunto a Ele e olhamos para Jesus esperando que Ele opere, "Ele trabalha". A fé pode ser provada, mas "Ele trabalha"; a Palavra é segura. V. H. F.
            "Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa." (Sl 57.2.)
            Uma tradução antiga diz: "Ele executará o que eu tenho pela frente." Esta expressão torna o verso bem significativo para nós. Exatamente aquilo que "eu tenho pela frente" — as dificuldades que encontro no meu dia de trabalho: aquele assunto que não sou capaz de resolver, ou a responsabilidade que assumi sem avaliar bem as minhas limitações — isto é o que posso pedir que Ele faça "para mim", e então descansar, seguro de que Ele o fará. "Os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus." — Havergal

            O Senhor cumprirá até o fim os compromissos assumidos nas promessas que nos faz. O que quer que Ele tome nas mãos, Ele executará; assim, as misericórdias passadas são garantias para o futuro, e são razões verdadeiras para continuarmos a clamar a Ele. — C. H. Spurgeon

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

   Achavam-se ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria. (Mt 27.61.)


            Que coisa sem sentido é a mágoa. Ela nos impede de aprender e conhecer, e até mesmo de querer aprender. Quando aquelas mulhe­res sentaram-se tristes junto ao sepulcro do Filho de Deus, acaso viram os dois mil anos de triunfo que chegaram até nós? Não. Elas nada viram senão isto: "Nosso Cristo se foi!"
            O nosso Cristo veio daquela perda que elas sofreram! Milhares de corações que choram têm tido ressurreição, no meio de sua tristeza; mas os observadores chorosos olham para o prenuncio de vida que ali desponta, e nada vêem. O que as mulheres contemplavam como o fim da vida era exatamente a preparação para a coroação: pois Cristo estava no silêncio, para que pudesse viver outra vez com toda a exuberância de poder.
            Elas não viam isto. Lamentaram, e choraram, e foram-se; depois voltaram ao sepulcro, movidas pelo coração. Ainda não passava de um sepulcro — sem futuro, sem mensagem, sem significado.
            Conosco também é assim. O homem senta-se em frente ao sepulcro no seu jardim, e diz: "Esta tristeza é irremediável. Não vejo nela benefício algum. Não tirarei dela consolação." Contudo, muitas vezes é nas piores adversidades que está o poder de Cristo, esperando o momento de entrar em cena para nos livrar.

            Onde parece estar a nossa morte, está o nosso Salvador. Onde termina a esperança, aí está o mais promissor começo dos frutos. Onde a treva é mais densa, aí está para raiar a fulgurante luz que não conhece ocaso. Quando a experiência toda está consumada, nós descobrimos que o jardim não é desfigurado pela presença do sepulcro. Nossas alegrias se tornam melhores se há tristeza no meio delas. E as nossas tristezas são iluminadas pelas alegrias que Deus plantou à sua volta. As flores podem não ser as de que mais gostamos, mas são flores do coração — amor, esperança, fé, alegria, paz — estas são as flores plantadas ao redor de cada sepultura cavada no coração do crente.

terça-feira, 31 de março de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

                                                       O vento era contrário. (Mt 14.24.)



            Os ventos da primavera muitas vezes trazem tempestade. E não tipificam eles a tempestuosa estação de minha vida? Mas, na verdade, eu devia estar alegre por travar conhecimento com essas estações. É melhor que as chuvas caiam e venham as águas, do que eu permaneça em terras amenas onde nunca parece escurecer, nem sopram ventos fortes.
            A tempestade da tentação afigura-se cruel, mas, não é verdade que ela dá mais intensidade e ardor à oração? Não me impele a me firmar nas promessas com mais força? Não torna o meu caráter mais refinado?
            A tempestade do luto é dolorosa; mas, não é uma forma de o Pai me atrair a Si mesmo, para que, no mistério da Sua presença, a Sua voz mansa e delicada possa falar ao meu coração? Há um aspecto da glória do Mestre que só pode ser visto quando o vento é contrário e o barco é agitado pelas ondas.

            "Jesus Cristo não é um abrigo contra o temporal, Ele é um refúgio perfeito no temporal. Ele nunca nos prometeu uma viagem fácil, somente uma chegada certa."

terça-feira, 24 de março de 2015

Reflexão Versículo do Dia

                    E orou Jacó: Deus de meu pai Abrão, e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor que me disseste: Torna à tua terra, e à tua parentela, e te farei bem... Livra-me... (Gn 32.9,11.)



            Há muitos sintomas sadios nessa oração. De certa forma ela pode servir como um modelo para o nosso espírito se expressar, quando estivermos na fornalha da aflição.
            Ele começou citando a promessa de Deus: "Disseste". E o disse duas vezes (9 e 12). Assim ele ficou com Deus à sua mercê. Nas Suas promessas, Deus Se coloca ao nosso alcance; e quando lhe dizemos: "Tu disseste", Ele não pode dizer não. Ele tem de fazer como prometeu. Se o próprio Herodes foi tão zeloso de seu juramento, como não o será o nosso Deus? Quando orarmos, firmemos o pé sobre uma promessa; ela nos dará suficiente apoio para que as portas do céu se abram e nós entremos na posse da bênção. — Practical Portions for the Prayer Life
            O Senhor Jesus deseja que sejamos definidos em nossas orações e específicos naquilo que pedimos. "Que queres que te faça?" é a pergunta que Ele faz a cada um que, em aflição e prova, chega-se a Ele. Se quisermos obter respostas bem definidas, apresentemos os nossos pedidos, de maneira clara.
            Orações vagas são a causa de tantas vezes ficarmos aparentemente sem resposta. Se preenchermos um cheque com um pedido definido, ele será descontado no banco do céu, quando for apresentado no nome de Jesus. Tenhamos a ousadia de ser específicos com Deus.
            Frances R. Havergal disse certa vez: "Cada ano que eu vivo, e quase poderia dizer cada dia, pareço ver mais claramente que toda a paz, alegria e poder da vida cristã dependem de uma só coisa, e esta coisa é: aplicar a si mesmo a Palavra de Deus, crendo que Ele na realidade quer dizer exatamente o que diz, e aceitando exatamente as palavras em que Ele revela a Sua bondade e graça, sem as substituir por outras ou alterar os modos e tempos que Ele achou por bem usar."

            Usemos a Palavra de Cristo e o Seu sangue — a promessa de Cristo e o Seu sacrifício — e nenhuma das bênçãos celestes nos será negada. — Adam Clarke

sexta-feira, 20 de março de 2015

Reflexão do Versículo do Dia

                                   Entristecidos, mas sempre alegres. (2 Co 6.10.)



            O estóico zomba daquele que derrama lágrimas; ao crente, porém, não é proibido chorar. Às vezes, diante de uma dor muito grande, a pessoa permanece calada, enquanto a tesoura do tosquiador roça a sua carne trêmula; mas, quando o nosso coração se abate sob a série contínua de provações, podemos buscar alívio no choro. Há, porém, algo ainda superior a isto.
            Dizem que em certos lugares fontes de água doce saltam no meio das águas salgadas do mar; que as mais lindas flores dos Alpes se encontram nos recantos mais agrestes e escarpados das monta­nhas; que os mais sublimes salmos foram o produto da mais profunda agonia de alma.

            Pois bem, assim, entre as múltiplas provas, aqueles que amam a Deus encontrarão motivo de grande alegria. Embora um abismo chame outro abismo, o cântico do Senhor se fará ouvir claro dentro da noite. E É possível, mesmo na hora mais difícil que o homem atravessar, bendizer o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Será que aprendemos esta lição? Não se trata de suportar, meramente, a vontade de Deus, e não somente de escolhê-la, mas de regozijar-se nela com gozo inefável e cheio de glória. — Tried as by Fire